Santificação,
(do grego hagiasmos) significa "tornar santo",
"consagrar","separar do mundo" e "aparta-se
do pecado", a fim de termos ampla comunhão com Deus e
servi-lo com alegria.
Além do termo "santificar" o padrão bíblico da
santificação é expresso em termos tais como "amarás
o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua
alma, e de todo teu pensamento" (Mt 22.37), irrepreensíveis
em santidade" (1Ts 3.13), "aperfeiçoando a
santificação", (2Co 7.1), "a caridade de um coração
puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida"
(1Tm 1.5) "sinceros e sem escandalos algum"(Fp 1.1).
A santificação
no AT foi a vontade manifesta de Deus para os Israelitas;
eles tinham o dever de levar uma vida santificada, separada
da maneira de viver dos povos à sua volta. De igual modo a
santificação é um requisito para todo crente em Cristo.
As Escrituras declaram que sem santificação ninguém verá
o Senhor.(Hb 12.14). Os filhos de Deus são santificados
mediante a fé (At 26.18), pela união com Cristo na sua
morte e ressureição pelo sangue de Cristo, pela Palavra e
pelo poder regenerador e santificador do Espírito Santo no
seu coração a santificação é uma obra de Deus, com a
cooperação do seu povo.
Para cumprir a vontade de Deus quanto à santificação, o
crente deve participar da obra santificadora do Espiríto
Santo, ao cessar de praticar o mal, ao se purificar "de
toda imundícia da carne e do espiríto" e ao se guardar
da corrupção do mundo.
A verdadeira
santificação requer que o crente mantenha profunda comunhão
com Cristo, mantenha comunhão com os crentes, dedique-se à
oração, obedeça à palavra de Deus, tenha consciência da
presença e dos cuidados de Deus, ame a justiça e odeie a
iniquidade, mortifique o pecado, submeta-se à disciplina de
Deus, continue em obediência e seja cheio do Espiríto Santo.
Segundo o NT,
a santificação não é descrita como um processo lento, de
abandonar o pecado pouco a pouco, pelo contrário, é
apresentada como um ato definitivo mediante o qual, o crente,
pela graça, é liberto da escravidão de Satanás e rompe
totalmente com o pecado a fim de viver para Deus.
A santificação pode significar uma outra experiência específica
e decisiva, à parte da salvação inicial. O crente pode
receber de Deus uma clara revelação da sua santidade, bem
como a convicção de que Deus o está chamando para separar-se
ainda mais do pecado e do mundo e a andar ainda mais perto
dEle. Com essa certeza, o crente se apresenta a Deus como
sacrifício vivo e santo e recebe da parte do Espiríto Santo
graça, pureza, poder e vitória para uma vida santa e
agradecer a Deus.
Purificação,
os crentes precisam purificar-se de todo pecado, do corpo e
do espiríto. Fazer isso significa romper totalmente com toda
forma de transigência ímpia e resistir, continuamente, aos
desejos da carne. Devemos mortificar as ações pecaminosas
do corpo, repudia-las cada vez mais e fugir delas.
Se um crente carnal não tomar a resolução de se purificar
de tudo quanto desagrada a Deus ele corre o risco de
abandonar a fé.
Devem tomar como exemplo o fato trágico dos filhos de Israel,
que foram destruidos por Deus por causa de seus pecados.
Devem entender que é impossível participar das coisas do
Senhor e das coisas de Satanás ao mesmo tempo.
Devem separar-se completamente do mundo (2Co 6.14-18) e se
purificar de tudo quanto contamina o corpo e o espírito,
aperfeiçoando a sua santificação no temor do Senhor (2Co 7.1).
Justificação,
a palavra "justificar" (do grego dikaioo) significa
ser "justo (ou reto) diante de Deus" tornado justo,
"estabelecer como " ou "endireitar",
denota estar num relacionamento certo com Deus, mais do que
receber uma mera declaração judicial ou legal. Deus perdoa
o pecador arrependido, a que Ele tinha declarado culpado
segundo a sua lei e condenado à morte eterna, restaura-o ao
favor divino e o coloca em relacionamento correto (comunhão)
com Ele mesmo e com a sua vontade.
Ao apóstolo
Paulo foram reveladas várias verdades a respeito da
justificação e como ela é efetuada:
(1) A
justificação diante de Deus é uma dádiva (Ef 2.8), ninguém
pode justificar-se diante diante de Deus guardando toda a lei
ou fazendo boas obras (Ef 2.8,9), "porque todos pecaram
e destituídos estão da glória de Deus".
(2) A
justificação diante de Deus se alcança mediante a "redenção
que há em Cristo Jesus". Ninguém é justificado sem
antes seja redimido por Cristo, do pecado e do seu poder.
(3) A
justificação diante de Deus provém da "sua graça",
sendo obtida mediante a fé em Jesus Cristo como Senhor e
Salvador.
(4) A
justificação diante de Deus está relacionada ao perdão
dos nossos pecados (Rm 4.7).Os pecadores são declarados
culpados diante de Deus, por causa da morte expiatória de
Cristo e da sua ressurreição são perdoados.
(5) Uma vez
justificados diante de Deus, mediante a fé em Cristo,
estamos crucificados com Ele, o qual passa a habitar em nós,
(Gl 2.16,21). Através dessa experiência nos tornamos de
fato justos e começamos a viver para Deus. Essa obra
transformadora de Cristo em nós mediante o Espírito, não
se pode separar da sua obra redentora a nosso favor. A obra
de Cristo e a do Espiríto são de mútua dependência.
A justificação
é a obra de Deus na qual a retidão de Jesus é imputada ao
pecador e assim, o pecador é declarado por Deus como sendo
íntegro diante da Lei. Esta retidão não é obtida nem
retida por qualquer esforço dos salvos. A justificação é
uma ocorrência isntatânea que tem como resultado a vida
eterna.
É
completamente e somente baseada no sacrifício de Jesus na
cruz (1Pe 2.24) e é recebida por fé somente (Ef 2.8,9).
Nenhuma obra é necessária para se obter a justificação.
Caso contrário, ela não seria um presente (Rm 6.23). Então,
nós somos justificados pela fé (Rm 5.1).
A pessoa
justificada é ativamente envolvida no processo, submetendo-se
a Deus, resistindo ao pecado, buscando santidade e
trabalhando para ser mais santo (Gl 5.22,23).
Significativamente, a santificação não tem nenhuma implicação
na justificação. Enquanto a justificação vem de fora de nós,
de Deus, a santificação vem de Deus para dentro de nós,
pelo trabalho do Espiríto Santo, conforme a Bíblia. Em
outras palavras, nós contribuimos para a santificação com
nossos esforços. Em contrapartida, nós não contribuimos
para nossa justificação por nossos esforços.